Longevity & AgingComo o Envelhecimento Perturba o Processamento Hepático de Amônia e Acelera o Declínio Sistêmico
O fígado é responsável por eliminar a amônia — um subproduto tóxico do metabolismo de proteínas — por meio do ciclo da ureia e da síntese de glutamina. Esta revisão revela que o envelhecimento compromete progressivamente essas vias por meio de disfunção mitocondrial, alterações epigenéticas e perturbação da zonação metabólica. À medida que a amônia se acumula, ela não apenas reflete a deterioração da saúde hepática; ela impulsiona ativamente a senescência celular, defeitos na homeostase de proteínas, inflamação e fibrose. As consequências se estendem além do fígado, afetando o cérebro, os músculos e o microbioma intestinal por meio de eixos fisiológicos interconectados. De forma crucial, a revisão posiciona a amônia não meramente como resíduo metabólico, mas como um sinal de estresse bioativo que amplifica os processos de envelhecimento. As estratégias terapêuticas discutidas incluem medicamentos para redução da amônia, agentes senolíticos e intervenções direcionadas ao microbioma, oferecendo um roteiro para abordar esse mecanismo de envelhecimento subestimado.