Brain HealthProteínas no líquido cefalorraquidiano acompanham as alterações iniciais da doença de Alzheimer antes dos problemas de memória
Pesquisadores estudaram três proteínas que ajudam as células a lidar com gorduras e resíduos celulares em adultos mais velhos com memória normal, mas com risco familiar elevado de doença de Alzheimer. Níveis mais altos dessas proteínas no líquido que envolve o cérebro estiveram fortemente associados a marcadores de alterações nas conexões entre os neurônios. Uma das proteínas, a SCARB2, apresentou as relações mais fortes. As proteínas estiveram mais intimamente ligadas à tau, uma proteína envolvida na doença de Alzheimer, do que aos marcadores de amiloide. Os níveis iniciais das proteínas também se correlacionaram com o aumento dos níveis de uma forma da tau relacionada ao Alzheimer ao longo de até 12 anos. Análises de tecido cerebral doado acrescentaram evidências que ligam essas proteínas ao processamento do colesterol e à atividade imunológica. Essas descobertas sugerem alvos de pesquisa, não tratamentos comprovados nem exames de rastreamento. O estudo não permite estabelecer causa e efeito, e este resumo baseia-se apenas no abstract.