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Mulheres Se Esforçam Mais Cardiovascularmente do que Homens Durante o Treinamento HIFT e com Kettlebell

Nova pesquisa revela que mulheres apresentam frequência cardíaca e carga ventilatória significativamente maiores do que homens durante os mesmos treinos funcionais de alta intensidade.

domingo, 4 de outubro de 2026 2 visualizações
Publicado em Eur J Appl Physiol
A woman and a man side by side performing kettlebell swings in a bright gym, both mid-movement with heart rate monitors on their wrists

Resumo

Um estudo da California State University San Marcos comparou como homens e mulheres respondem a dois formatos populares de treino de alta intensidade: o treinamento funcional de alta intensidade (HIFT) e os complexos com kettlebell. Apesar de trabalharem em um percentual semelhante do VO2max, as mulheres apresentaram frequência cardíaca, frequência cardíaca de pico, ventilação e razão de troca respiratória significativamente maiores do que os homens. Os níveis de lactato sanguíneo, percepção de esforço e avaliações de humor foram semelhantes entre os sexos. O HIFT também produziu maiores demandas metabólicas do que os complexos com kettlebell no geral. Os resultados sugerem que, quando homens e mulheres realizam o mesmo treino, as mulheres experimentam um estresse cardiovascular maior em relação à sua capacidade. Isso tem implicações práticas para a forma como treinadores e clínicos devem elaborar e monitorar programas de exercício de alta intensidade, além de contribuir para a compreensão da aptidão cardiorrespiratória — um forte preditor de longevidade — entre os sexos.

Resumo Detalhado

A aptidão cardiorrespiratória, medida pelo VO2 max, é um dos preditores mais robustos de mortalidade por todas as causas, tornando a ciência de como diferentes populações respondem ao treinamento intenso diretamente relevante para a longevidade. Este estudo acrescenta uma nuance importante ao examinar se homens e mulheres experimentam as mesmas demandas fisiológicas quando realizam protocolos idênticos de exercício de alta intensidade.

Pesquisadores da California State University San Marcos recrutaram 17 homens e 18 mulheres para completar dois formatos populares de treino: treinamento funcional de alta intensidade (HIFT), que envolve movimentos compostos como agachamentos, puxadas e empurrões executados em alta velocidade, e complexos com kettlebell (KC), que encadeiam múltiplos exercícios com kettlebell em sequência. A equipe mensurou o consumo de oxigênio, a frequência cardíaca, a ventilação, a razão de troca respiratória, o lactato sanguíneo, a percepção subjetiva de esforço (RPE) e uma pontuação de bem-estar afetivo ao longo do exercício.

O achado central foi marcante: as mulheres demonstraram frequências cardíacas média e de pico significativamente mais elevadas, maior percentual da frequência cardíaca máxima, maior ventilação relativa ao máximo e uma razão de troca respiratória mais alta do que os homens — todos esses fatores indicando maior sobrecarga cardiovascular e metabólica. No entanto, o consumo relativo de oxigênio (%VO2 max) foi estatisticamente semelhante entre os sexos. Os homens apresentaram maior VO2 absoluto em litros por minuto, como esperado, dado o maior peso corporal. O lactato sanguíneo, o RPE e os escores de humor não diferiram entre os grupos, sugerindo que ambos os sexos perceberam o esforço como igualmente intenso, apesar da diferença cardiovascular objetiva.

Comparando os dois tipos de exercício, o HIFT eliciou consistentemente maior demanda aeróbica e ventilação do que os complexos com kettlebell, reforçando-o como a modalidade metabolicamente mais intensa.

A implicação prática é significativa: mulheres que realizam o mesmo treino que os homens enfrentam um estímulo cardiovascular proporcionalmente maior. Para treinadores, clínicos e qualquer pessoa que programe exercícios de alta intensidade visando à longevidade ou à saúde, metas de intensidade específicas por sexo — e não apenas cargas de trabalho equiparadas — podem ser necessárias. Monitorar a frequência cardíaca, em vez de apenas a percepção subjetiva de esforço, pode prevenir o subtreinamento ou o sobretreinamento em mulheres.

Principais Descobertas

  • Women had mean heart rates 22 beats per minute higher than men despite similar relative VO2 during the same workouts.
  • Women's peak heart rate averaged 183 vs. 167 bpm in men, indicating a greater cardiovascular ceiling response.
  • Respiratory exchange ratio was significantly higher in women, suggesting greater carbohydrate utilization relative to fat.
  • Blood lactate, perceived exertion, and mood scores were statistically equal between sexes despite objective cardiac differences.
  • HIFT produced higher aerobic demand and ventilation than kettlebell complexes regardless of sex.

Metodologia

Este foi um estudo controlado de fisiologia do exercício com 35 participantes (17 homens, 18 mulheres) que completaram tanto os protocolos HIFT quanto os de complexo com kettlebell. Diversas variáveis cardiometabólicas e perceptivas foram medidas continuamente ou em intervalos durante o exercício. O desenho cruzado permitiu a comparação intraindividual dos dois formatos de treinamento.

Limitações do Estudo

O resumo é baseado apenas no abstract, pois o texto completo não está disponível em acesso aberto; detalhes metodológicos como ordem dos exercícios, intervalos de descanso e nível de condicionamento físico dos participantes não estão disponíveis. A amostra era relativamente jovem (média de idades entre 22 e 27 anos), o que limita a generalização para adultos de meia-idade ou mais velhos que buscam treinamento voltado à longevidade. O estudo não controlou a fase do ciclo menstrual, que pode influenciar as respostas cardiovasculares e perceptivas ao exercício em mulheres.

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